quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Eis o Malandro riscando o chão de novo
No morro, no asfalto e na Sapucaí
Encantando jovens, senhoras e Damas
Encantando mulheres e meretriz

Eis o Malandro ai de novo
Destilando veneno em seu olhar
Distribuindo sorriso aberto
Embaixo do seu chapéu panamá

E quem não se encanta
Por um olhar Malandreado
Por um cortejo elegante
Por um desejo sufocado


E no meio da multidão ele avista
Aquela que ele sabe que vai chorar
Aquela que ele sonha acordado
Aquela que o Malandro prometeu amar

Mas ela sabe que ele não é dela
Ela sabe que vai sofrer
Quando ela quiser o Malandro ao seu lado na noite
E na rua ele insistir em permanecer

Coração de Malandro é terra ingrata
Onde a Boêmia é a senhora da razão
Malandragem é viver com sua Dama
Sem perder aquelas que ele conquistou na multidão

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